Empreender no Brasil: quais as habilidades essenciais?

Apesar das conhecidas dificuldades para se empreender no Brasil, mais da metade da população deseja ter seu próprio negócio, segundo pesquisa da Endeavor. Uma fatia destes potenciais empreendedores irá criar uma startup, ou seja, um negócio com características inovadoras e com possibilidades de rápido crescimento.

O número de startups no Brasil é modesto, mas elas têm se multiplicado a galope. Em 2012, haviam 2.519 startups cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Em 2017, o número saltou para 5.147 e hoje já são mais de 6 mil. A associação estima que o número total esteja entre 10 e 15 mil, muitas delas ainda em fase inicial.

Agronegócio (agtechs), finanças (fintechs), propaganda, comunicação, comércio eletrônico, saúde e bem-estar e logística são os setores em que a maioria delas atua, de acordo com uma pesquisa recente da associação.

Além do número de startups, cresce também todo o ecossistema de apoio, como aceleradoras, incubadoras e investidores-anjo, levando inclusive ao desenvolvimento de polos de inovação espalhados pelo país, com destaque para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

E como ter sucesso neste ambiente que vem se tornando cada vez mais favorável? Algumas habilidades são requisitos necessários para quem deseja empreender. Veja algumas delas:

1.Criatividade
Ser criativo é uma característica importante para o empreendedor porque ele terá de encontrar soluções para os problemas que irão surgir, redesenhar planos de negócios e manter sua empresa em constante evolução. E antes que você se desespere: a criatividade pode ser treinada.

2. Pensamento Estratégico
Para realizar, não basta sonhar e nem se jogar sem paraquedas. É preciso estabelecer onde se quer chegar e também como chegar lá, estudando os caminhos possíveis e as ferramentas necessárias. Tenha foco, mas mantenha a visão do todo.

3. Networking
Uma boa rede de contatos é fundamental para o empreendedor. São os seus conhecidos que irão lhe ajudar a atrair os primeiros clientes e talvez até um investidor. Porém, isso não quer dizer sair se conectando com qualquer pessoa no LinkedIn ou entregar cartões sem critério nos eventos. Sem relacionamento real, um contato é apenas um nome.

Invista em conexões que tenham alguma relação com seu negócio, mostre interesse genuíno pelas pessoas e se disponha a ajudá-las quando possível.

4. Coragem
É simples: o empreendedor tem que aceitar correr riscos. É preciso fazer apostas (estudadas) para crescer, ainda que algumas delas não tenham sucesso.

5. Resiliência
Você teve coragem de arriscar, mas perdeu. E vai perder mesmo, provavelmente várias vezes. É aí que entra a resiliência, a persistência: sua capacidade de encarar os fracassos como parte da aprendizagem, sem desanimar. Vale se apegar à máxima do inventor da lâmpada elétrica, Thomas Edison: “Eu não fracassei. Simplesmente descobri 10 mil maneiras que não funcionam”.

Mesmo com todas as dificuldades que o país oferece aos empreendedores, como a burocracia e os altos impostos, o ambiente para as startups tem registrado uma evolução positiva e promissora. A inovação que as startups trazem ao mercado possibilita, inclusive, um círculo vicioso, uma vez que muitas das soluções podem ser utilizadas pelo poder público, que por sua vez tem condições de cumprir seu papel com mais agilidade e em prazos mais curtos.

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